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22 de fevereiro de 2018 às 14:38

6 nãos de Jesus para a sua vida

A intenção do Senhor Jesus é sempre o nosso crescimento espiritual e a intensificação de nossa comunhão com Ele.

Em Mateus 6.1-34, há vários “nãos” do Senhor Jesus para os seus discípulos. Por trás desses imperativos negativos compreendemos que o desejo de Deus para os seus servos é o amadurecimento da fé cristã e o amor pelo seu Reino. Vejamos seis observações importantes concernentes à porção bíblica em tela.

Enquanto ensinava os seus discípulos sobre a prática de dar esmolas, Jesus orientou-lhes sobre o cuidado que deveriam tomar, para que as “obras de justiça” humanas não ficassem em evidência. Apesar de concordar em ajudar o próximo, o Senhor muito claro que, ao esmolar, devemos fazê-lo com discrição, ou seja, de forma que outras pessoas não vejam e nos admirem.

A expressão “tocar trombeta diante de ti” (Mt 6.2) provavelmente significa “fazer alarde”. Os hipócritas adoravam esmolar para chamar a atenção dos seus espectadores.

Jesus denuncia os dissimulados de seu tempo, afirmando que eles se satisfaziam ao orarem em público, pois o faziam para atraírem a atenção das pessoas para si. É digno de nota que esses religiosos adotavam uma postura (ficar em pé nas sinagogas) e uma localização (às esquinas das ruas) estratégicas (Mt 6.5). Assim como os esmoladores, a intenção desses fingidos era “serem vistos pelos homens” (v. 5).

De que forma e onde costumamos orar quando estamos em um lugar público? Utilizamos vãs repetições, como os faltos de sabedoria, “que pensam que por muito falarem serão ouvidos”?

No versículo 14 de Mateus 6, o Mestre afirma que o perdão de Deus a nós depende da nossa disposição em perdoar os nossos semelhantes. O contrário também é verdadeiro: “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (v. 15). Desse modo, o perdão que devemos dar deve ser incondicional: “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim com Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Cl 3.13).

Em Mateus 6.16 identificamos algo muito interessante dito por Jesus. Os hipócritas de seu tempo não jejuavam… Isso mesmo: Não jejuavam! Perceba que eles desfiguravam os seus rostos “para que aos homens pareça que jejuam”.

Diferentemente dos hipócritas, os verdadeiros filhos de Deus, ao jejuarem, procuram ocultar o seu jejum: “Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente” (Mt 6.17-18).

Quando jejuamos, costumamos divulgar esta prática aos outros, por palavras ou através de nossa aparência? Se sim, precisamos rever nossas ações e atitudes e entendermos que o nosso jejum interessa apenas a Deus: “estive jejuando e orando perante o Deus dos céus” (Ne 1.4).

“Não ajuntar tesouros” não quer dizer que devemos desprezar o dinheiro e as posses que temos. Como seres humanos, temos necessidades humanas que, em alguns aspectos, precisam de “tesouros”. Comprar roupa e comida, pagar pelo nosso transporte, quitar nossas contas periódicas, adquirir bens, etc. são exemplos de carências que lidamos em nossa existência.

Quando podemos, ajuntamos um dinheirinho para atender ao que estamos, de fato, precisando. Isto é bom! O que não podemos ser é avarentos: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.10).

Não andar cuidadoso ou inquieto significa não ocupar a nossa mente com os problemas da vida, porque a vida humana é instável, isto é, tem seus altos e baixos. Algumas vezes ficamos perturbados com o que vamos comer ou com o que vamos vestir, não é verdade? Afinal, como disse Jó, somos “fartos de inquietação” (Jó 14.1). Mas se Deus cuida dos passarinhos (Mt 6.26) e orna os lírios do campo (Mt 6.28-30), certamente cuida e continuará cuidado de cada um de nós: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mt 6.34).

Aprendemos com este texto que os imperativos negativos de Jesus são bênçãos para todos nós. Portanto, atentemos para os “nãos” do Senhor, ainda que sejam para a nossa repreensão, pois a intenção de Deus é sempre o nosso crescimento espiritual e a intensificação de nossa comunhão com Ele.

Fonte: GospelPrime

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