28 de fevereiro de 2018 às 21:09

Franklin Graham defende Trump: "Há uma diferença entre defender a fé cristã e vivê-la"

Filho de Billy Graham acredita que, embora imperfeito, Donald Trump foi o escolhido de Deus

O pastor Franklin Graham, principal conselheiro espiritual de Donald Trump voltou a sair em defesa do presidente, após mais uma onda de críticas. Segundo o evangelista, o bilionário é um “defensor” da fé cristã, mesmo que nem sempre seja um “bom exemplo” dela.

O apoio de Graham durante as eleições de 2016 foi considerado um fato decisivo para que Trump recebesse a confiança de cerca de 80% dos evangélicos votantes.

Algumas semanas após a eleição, Franklin Graham foi um dos primeiros a dizer que a inesperada vitória de Trump era a “mão de Deus”. “Foi Deus, na minha opinião, e acredito que sua mão esteve no processo. Acho que ele deu aos cristãos uma oportunidade “.

Diferentemente do seu pai, o falecido Bill Graham, Franklin não parece se preocupar com um desgaste resultante da proximidade com a política.

“Vejo que ele [Trump] apoiou a fé cristã mais do que qualquer presidente que eu tenha conhecido”, disse Graham ao New York Times. “Isso não significa que ele é o maior exemplo de fé que existe. Eu tampouco sou, mas ele defende a fé cristã. Há uma diferença entre defender a fé e viver a fé”, minimizou.

No mês passado, o Wall Street Journal denunciou que o advogado do Trump, Michael Cohen, pagou U$ 130,000 para a estrela pornô Stormy Daniels não revelar à imprensa um suposto caso que teve com Trump.

Isso gerou (mais uma) onde de críticas ao presidente, com seus críticos o chamando de hipócrita ao dizer que defende “os valores cristãos e a família”.

“Esses supostos assuntos, relacionado com a conduta de Trump, não aconteceram enquanto ele ocupava o governo”, disse Graham à CNN. “Isso aconteceu uns 13 ou 14 anos atrás”, lembrou. “Então, acho que há uma grande diferença em dizer que está livre de críticas e entender que isso ocorreu muito antes que ele assumisse [a presidência]”.

A postura pró-Trump de Franklin parece ser uma extensão de suas constantes críticas ao governo Obama.  Durante os oito anos do democrata na Casa Branca, o herdeiro de Billy Graham foi um opositor feroz às políticas “progressistas” que hoje são combatidas pela administração Trump.

Questões como o corte ao financiamento das clínicas de aborto e o reconhecimento de Jerusalém tiveram grande impacto no meio evangélico, o que não isentou o republicano de repreensões públicas de pastores que não concordam com a maneira como ele trata os imigrantes, por exemplo. Com informações Daily Mail

Fonte: GospelPrime

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