29 de janeiro de 2018 às 12:21

Novas tecnologias ajudam descobertas arqueológicas em Betsaida, citada no NT

Fragmentos de cerâmica mostram um pouco da história da cidade onde os apóstolos nasceram

Arqueólogos israelenses descobriram um fragmento de cerâmica pequeno, com cerca de 2.300 anos de idade e que pode ajudar a entender melhor como era a cidade de Betsaida. Segundo o Novo Testamento, ali Jesus realizou milagres. Também é a terra natal dos apóstolos Filipe, André e Pedro.

A peça foi descoberta pelo Projeto de Escavação de Betsaida, ao norte do Mar da Galiléia em 2016. Contudo, os arqueólogos não conseguiam decifrá-la. Agora, com o uso de uma avançada tecnologia que usa laser, foi possível identificar que se trata da figura da deusa Athena, que nasceu da cabeça de seu pai, Zeus, tendo a ninfa Dione e a deusa Afrodite ao seu lado, observando.

Os fragmentos têm 2300 anos e mostram que a cidade bíblica é mais antiga que se imagina. Esta não é a primeira descoberta importante no sítio arqueológico de e-Tell, ajudando os cientistas a entender como, antes de Betsaida, o local abrigava a antiga cidade de Geshur.

O Dr. Rami Arav, diretor do projeto e professor de Religião e Filosofia da Universidade de Nebraska, em Omaha (EUA), escava desde 1987, junto com um grupo de 30 estudiosos de 18 instituições internacionais.

A importância da peça é porque trata-se de uma réplica da figura que se encontra no portão oriental do Partenon, o templo de mármore ricamente esculpido dedicado à Atena erguido na cidade de Atenas, Grécia, no ano 432 a. C.

Eles usaram a tecnologia desenvolvida pela Hewlett-Packard chamada Reflectance Transformation Imaging (RTI). Ela é capaz de criar uma imagem tridimensional, quando um objeto é fotografado 48 vezes, sob variações de mudança de foco, com lasers que se movem em torno do objeto.

“Hoje em dia, a tecnologia ajuda a arqueologia de muitas maneiras. Ela pode melhorar coisas que você não vê a olho nu”, comemora Arav.

Em 1996, sua equipe encontrou no mesmo sítio um altar na entrada das ruínas de Geshur. Em 2014, descobriram uma rara moeda romana, do ano 85, no reinado de Agripa II que trazia frase “Judéia Capta”, comemorativa à vitória sobre os rebeldes judeus e a destruição do templo em Jerusalém.

As descobertas recentes da equipe estão ligadas a outras feitas no ano passado, pois todas remetem a narrativas da Bíblia.

Uma “fábrica” de vasos perto da antiga cidade de Caná, onde Jesus transformou a água em vinho; a possível descoberta dos ossos de Pedro, o primeiro discípulo; e a descoberta de parte da cidade de Corinto, que estava submersa, merecem destaque. Com informações Times of Israel

Fonte: GospelPrime

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