28 de fevereiro de 2018 às 21:13

Organizações religiosas geram confiança em comunidades vulneráveis

ONU avalia contribuição de religiosos para amenizar sofrimento em todo o mundo

Cerca de 250 representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), grupos religiosos e organizações não-governamentais reuniram-se durante o Quarto Simpósio Anual sobre o Papel da Religião e Organizações Religiosas em Assuntos Internacionais.

A reunião, realizada em Nova York na sede da Organização tratou dos desafios da imigração mundial. Segundo os participantes, os refugiados não são “problemas a serem resolvidos”, mas vulneráveis que precisam ser tratados com respeito e compaixão.

Jonathan Duffy, presidente da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), instituição humanitária adventista, presente em mais de 130 países, destacou a importância do trabalho feito pelos grupos religiosos na prestação de auxílio a migrantes e refugiados, bem como respostas rápidas em casos de desastres naturais.

A vice secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, convidou os líderes religiosos e as organizações religiosas a trazerem sua experiência moral para o cuidado das pessoas vulneráveis. Também destacou que os grupos religiosos estão em vantagem por se concentrarem nas pessoas, e não na política.

“Vocês insistem incansavelmente nos direitos humanos e na dignidade dos migrantes e dos refugiados, independentemente dos interesses e agendas nacionais”, ressaltou Mohammed.

Um levantamento recente da ONU aponta que o mundo está vendo um movimento de pessoas sem precedentes na história moderna. Elas abandonam seus países devido a conflitos, pobreza e muitos outros desafios. Somente em 2017, cerca de 65,6 milhões de pessoas foram deslocadas de suas casas. Quase 50% eram crianças e jovens.

Uma das conclusões do encontro é que os grupos religiosos possuem um “papel fundamental” em ações contra o preconceito e a discriminação, pois podem ajudar os cidadãos dos países anfitriões a perceberem os traumas vividos pelas pessoas deslocadas, e ajudarem os cidadãos dos países receptores a receberem bem migrantes e refugiados. Com informações Adventistas 

Fonte: GospelPrime

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