27 de fevereiro de 2018 às 13:00

União Europeia junta-se à Liga Árabe exigindo a divisão de Jerusalém

Diplomacia da União Europeia quer acelerar "solução dos Dois Estados"

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, anunciou nesta segunda-feira (26) que durante o marco do Conselho de Ministros da UE, realizado em Bruxelas, ocorreu um encontro com seis ministros da Liga Árabe (Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Marrocos, Emirados Árabes Unidos e Autoridade Palestina), bem como seu secretário-geral, Ahmed Aboul Gheit.

A pauta incluía a busca de uma solução rápida para o fechamento do Santo Sepulcro em Jerusalém. O chanceler da Jordânia, que preside a Liga Árabe criticou as medidas tomadas por Israel, assegurando que Jerusalém é uma cidade “sagrada para muçulmanos, cristãos e judeus e deve ser um símbolo para a paz”.

Em seguida, voltou a atacar o governo de Israel, dizendo que “este não é o caso enquanto Jerusalém for um lugar de ocupação e sequestro, de medo e desespero”. Reiterou a necessidade de se levar adiante “a solução de dois Estados na região como única via, com um Estado palestino soberano”. Isso incluiria a divisão de Jerusalém, ficando a porção Oriental como capital da Palestina e a Ocidental, de Israel.

Mogherini reafirmou seu desejo que essa reunião permita “avançar no processo de paz” e lembrou que a posição da UE sempre foi “clara”. A defesa é que a solução de dois Estados seria a “única via legítima, viável e realista para cumprir com as aspirações de ambas as partes e conseguir uma paz duradoura. Todos os assentamentos israelenses são ilegais e um obstáculo para a paz”.

Tanto a UE quanto a Liga Árabe reagiram desfavoravelmente ao anúncio de que os EUA poderão inaugurar sua embaixada em Jerusalém dia 14 de maio, data dos 70 anos de independência do Israel moderno.

O encontro também serve para reforçar o papel da União Europeia como possível mediadora de acordos de paz entre israelenses e palestinos, após o presidente da AP Mahmoud Abbas dizer que não aceita mais os Estados Unidos neste papel. Com informações de The Times of Israel [2]

Fonte: GospelPrime

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